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sábado, 12 de janeiro de 2013

Topico n° 12 VIAGEM A BIRMANIA (MYANMAR) - DEZEMBRO 2012

            





Viagem : Myanmar (antiga Birmânia)
Vôo com Singapore Airlines  Paris- Yangon com uma parada  de dois dias em Singapura (no final).
Birmânia, atual Myanmar é um país na Ásia que foi província da Índia na época da colonização inglesa. 
Em 04 de janeiro de 1948 a Birmânia conseguiu sua independência da Inglaterra.
Trata-se de um dos países que mais sofre da ditadura militar no mundo ( inicio da ditadura nos anos 60).
Em 1989 o governo militar trocou o nome da Birmânia (nome dado pelos ingleses) para União Myanmar.
A capital que se chamava Rangoon passou a se chamar Yangon.
Mesmo se oficialmente esse país se tornou Republica em 2011, nada mudou.
População : 55 milhões de habitantes (estimativa).
A divisa desse país é : « A felicidade se encontra em uma vida harmoniosamente equilibrada ».
A religião oficial é o budismo e a moeda local é o kyat (se  pronuncia “tchati”).
O salário mínimo mensal é de 50 dólares (mais ou menos 100 reais !).

O governo só autorizou a entrada de estrangeiros, ou seja abriu o país ao turismo  em 1990 !!!
Mas algumas regiões do país ainda  são fechadas ao turismo, portanto um bom guia de viagem é essencial se você quer se lançar nessa  aventura!
Para ir a Birmânia é necessário obter um visa.

Melhor época para viajar: de Novembro a Fevereiro.
Chove raramente e o calor é suportável. Aproximadamente 28 a 30 graus (é o inverno deles).
Myanmar é um dos países mais seguros para se viajar no mundo. 
Não somente porque a polícia encontra-se espalhada em todos os lugares ( muitos de forma secreta devido a ditadura), mas  também devido ao próprio povo birmano, um dos mais honestos e hospitaleiros do planeta. 

A primeira coisa que devemos fazer quando chegamos num pais estrangeiro é aprender a dizer no mínimo: bom dia e obrigado.

Em Birmanes :
Bom dia : « mingala ba » (pronuncia : miiingala baaaa)
Obrigado : « Kyai zou be » ( tchai zu bê).

A pessoa mais conhecida e mais amada desse pais é  Aung San Suu Kyi,  prêmio nobel da paz em 1991 (ver o filme « The Lady » de 2011, que conta sua vida).
Mulher inteligente e culta, ela era casada com um inglês e vivia na Inglaterra mas sempre lutou pela liberdade do seu país (seu pai era um militante, assassinado em 1948, quando ela tinha apenas 2 anos de idade).
Aung San Suu Kyi voltou  à Birmania em 1989 para se candidatar as primeiras eleições da história desse país.
Durante a eleição geral de1990,  o partido liderado por Aung Suu Kyi, obteve 59% dos votos em todo o país, conquistando 81% (392 dos 485 das vagas do parlamento) o que deveria fazer dela a primeira-ministra da Birmânia.


Aung Sun Suu Kyi


No entanto, pouco antes das eleições, ela foi detida e colocada em prisão domiciliar, condição em que viveu por quase 15 dos 21 anos que decorreram desde o seu regresso à Birmânia, até sua libertação (devido a forte pressão internacional), em 13 de novembro de 2010.
Foi impedida de ver o marido e os dois filhos durante sua prisão domiciliar e igualmente foi impedida de receber seu prêmio Nobel em 1991.
Ao longo desses anos, Suu Kyi foi uma das mais notórias prisioneiras políticas do mundo.
Em 1° de abril de 2012 foi eleita deputada pela Liga Nacional pela Democracia.
Apesar de muitas conquistas nesse sentido, en Mianmar os direitos humanos são quase sempre ignorados…


Finalmente pra começar a viagem…

Chegamos a Yangon, que ao contrário do que se pensa, não é mais a capital do pais desde 2006.
A atual capital é Naypyidaw, construída para ser a « Brasília » dos birmanos, num lugar no meio de nada, a 300 km de Yangon.
Mas Yangon é de longe a cidade mais importante do pais.


Pagoda à noite


Super cansados da viagem escolhemos o nosso hotel na ultima hora, como sempre fazemos (raramente reservamos nossos hoteis com antecedência).
Os hotéis aumentaram muito de preço desde a ultima vez que estivemos em Myanmar (esqueci de dizer que é a segunda vez que viajamos a país!!!).
Há quatro anos atrás, pagamos 35 dólares por um hotel razoavelmente confortável. O mesmo hotel hoje custa 120 dólares !!!
Por isso não deixo aqui nenhuma dica de hotel em Yangon, simplesmente porque hotéis de boa qualidade custam  quase o mesmo preço  de um hotel de qualquer cidade grande do mundo.

O que acontece é que o mundo começa a se interessar por Mianmar, os turistas começaram a descobrir esse país maravilhoso, as ofertas de hotéis são limitadas, então é logico, a lei da oferta e procura começa a se aplicar aqui também!

A tradição de passar "Tanaka" no rosto pra se proteger do sol...


Passamos uma noite em Yangon e aproveitamos o dia para caminhar pelas ruas, descobrir os mercados de frutas, os templos budistas (tem um em cada esquina !).
É sempre interessante descobrir uma nova cultura, uma forma de vida diferente da nossa, do mundo ocidental.
Na maioria dos países da Ásia, a religião tem uma força muito grande no modo de vida do povo.
Eles acordam e já vão para os templos orar, fazer oferendas de alimentos, de velas e incensos, vender seus produtos, passar momentos em família, comer.
Os templos são verdadeiros lugares de lazer pra muitas famílias, que chegam equipadas pra passar o dia inteiro.
É muito comum encontrar pessoas que dormem no chão, que fazem sua « siesta » depois de comer.

Como os turistas são ainda novidade pra algumas pessoas, eles adoram se comunicar, oferecem comida, bebida, pedem pra tirar fotos, sorriem o tempo todo para os turistas (nem tanto em Yangon, mas sobretudo nas outras cidades).
O orgulho deles é ter um turista ao lado, sobretudo se você aceita comer alguma coisa que eles oferecem.
As vezes é pouco constrangedor porque as regras de higiene deles são bem diferentes das nossas, mas é educado aceitar e guarder, dizendo que voce vai comer depois.


Gente linda vendendo tudo o que eu amo: melancia e coco verde!!!


O templo mais importante de Yangon é a Pagoda de Shwedagon  ( pagoda : lugar, templo sagrado).

Essa pagoda é considerada como uma das mais belas do mundo, a mais impressionante, a maior e o templo mais 
« sagrado » da Birmania, lugar de pelegrinação para o povo birmano.

Mas sobretudo é um lugar de vida social, religiosa e política mais importante do país (todas as manifestações politicas se passam em torno da pagoda).
Construída há mais de 2500 anos, esse lugar é o coração do budismo birmano.
É quase uma cidade de tão grande e dá pra passar horas e horas se você se interessa em observar as pessoas, os atos religiosos, se  gosta de conversar, fotografar e conhecer gente nova.


Alguns começam essa vida de monge bem pequenos ainda...

Monges se repousando na pagoda



A lenda conta que dois irmãos ofereceram um bolo de mel à Buda quando ele acabava de sair do seu período de jejum e meditação.
Em agradecimento,  Buda ofereceu aos jovens um fio de seu cabelo e eles imediatamente o  deram ao rei.
O rei decidiu construir um templo para proteger esse fio de cabelo « sagrado ».
Dizem que o fio de cabelo continua la, bem guardado dentro da estupa dourada.


Grande Pagoda de Yangon



Curiosidade : Nos templos budistas da Ásia é  comum dizer que existe um fio de cabelo ou um dente do buda como relíquia, protegisdos nos templos.

Uma outra cidade interessante que visitamos foi Kyait-Hti-Yo, mais conhecida como Golden Rock ou  Pedra dourada).

É uma experiência incrível e inesquecível visitar esse lugar, tido como o segundo lugar mais sagrado do país (o primeiro é a pagoda de Yangon). 

Depois de encontrar um hotel simples mas novinho em folha (um verdadeiro milagre nas pequenas vilas da Birmania) por 25 dolares, largamos as mochilas e fomos conhecer essa cidadezinha que vive em  função da tal « pedra dourada ». 

Ou seja, lojinhas, restaurantes (do tipo muito, mas muito pé-sujo !) que disputam cada cliente, em sua maioria birmanês, que vêm visitar esse lugar dito « sagrado »,  em familia, entre amigos, em excursão.

Obs. : Pra fazer esse tipo de viagem tem que ter « bom estômago » !!!

Os restaurantes em geral são muito simples, as pessoas nesse pais ignoram as nossas regras de higiene ocidentais. Mas como a fome é maior do que os preconceitos a gente acaba entrando « na onda ».

É claro que muitas vezes com algumas consequências !!!

No meu caso um dia de « repouso forçado » no hotel pra dar um descanso ao meu pobre estômago, tão     « mal acostumado » com meus produtos orgânicos !
E depois de uma experiência como essa, a gente sempre toma mais cuidado, é claro…

Minha aventura em Golden Rock (Pedra Dourada):
Acordamos antes das seis pra pegar a condução que sobe para o lugar onde a pedra reina absoluta.
Na estação de ônibus, que na verdade não são ônibus mas caminhões abertos com banquinhos de madeira, encontramos centenas de pessoas, um ambiente incrível, parecia que o mundo ia acabar !!!
Todo mundo numa excitação enorme, se empurrando pra pegar o primeiro caminhão que saísse!
Uma verdadeira loucura !!!
Eramos os únicos « gringos » no meio dessa « massa humana » !
Um caminhão a cada cinco minutos saía completo, transportando uma média de 55 pessoas nos 35 lugares previstos em cada caminhão.
Cada pessoa pagava 1000 Kyat (1 dólar mais ou menos).
Atrás do caminhão um lugar reservado para as bagagens, pois as pessoas levam um verdadeiro acampamento, podendo ficar no templo de várias horas a vários dias!!!.

Nunca na minha vida tinha compreendido o sentido daquela musica do Zé Ramalho que diz : « Ehhh vida de gado, povo marcado e povo feliz !!!! » até passar por essa experiência!!
Depois de 45min de subida de caminhão numa estrada de terra batida, temos ainda que subir à pé mais ou menos 1 hora pra chegar no templo.
No caminho,  milhões de barracas vendendo água, frutas, flores, todo tipo de oferenda para a pedra sagrada!

Para as pessoas que não querem fazer esforço, você pode ser « carregado » numa cadeira especial sustentada por duas tábuas, onde quatro rapazes  se colocam um em cada ponta por apenas 5 ou 6 dólares.

Na verdade, eles dão o preço em função do peso da pessoa que eles avaliam apenas dando uma olhada do canto do olho, de alto à baixo, discutem entre eles e dizem quanto vai custar. 
Mas você pode pechinchar, é lógico !!!
Eu bem que queria ser « carregada » mas achei que um pouco de exercício ia me fazer bem, então caminhei por uma hora nesse ambiente mágico, com centenas de pessoas subindo e descendo numa alegria contagiante.
Chegando lá em cima a primeira sensação que tive foi de verdadeiro choque !

Ver essa pedra enorme, toda coberta de folhas de ouro (coladas por milhares de pelegrinos que visitam esse lugar há vários séculos!), nessa posição que parece que vai cair, equilibrada nos seus 1102 m de altitude, em cima de uma outra pedra, onde as pessoas se ajoelhavam e oravam de forma tão sincera é uma situação realmente no mínimo surpreendente para nós ocidentais !!!

A pedra mede 7 m de altura e tem uma estupa dourada no alto.
Seguranças na entrada do pequeno santurario em volta da pedra para ter certeza de que nos mulheres estaremos distante no minimo de dez metros da rocha.
Só os homens têm direito de colar a tal folha  de ouro sobre a rocha.
As tais folhas de ouros são vendidas no próprio local : 5 folhas de ouro por 2 dol, o que é enorme para um birmano !
Mas ainda assim tem uma fila enorme para comprá-las…
Muitos pessoas dormem no local, então você tem que sair pulando verdadeiros grupos de 30 ou mais pessoas que dormem, comem (eles já acordam almoçando !!!), conversam, oram…
Um turista não tem direito de dormir no templo, para isso tem 2 hotéis no site.
O objetivo da pelegrinação é de vir adorar essa pedra que segundo a lenda,  no século XI um velho ermita deu ao rei um  fio de cabelo do Buda que estava escondido durante toda a sua vida no seu proprio cabelo, num coque no alto da sua cabeça.
Porém ele exigiu que o rei conseguisse uma rocha que tivesse a forma da sua cabeça e que construisse  sobre essa rocha um pagode que pudesse guardar o tal fio de cabelo do Buda (representando o seu coque com o fio escondico)

O rei que queria fazer algo absolutamente extraordinário, encontrou uma rocha no fundo do mar e a transportou até esse site perfeito para servir de lugar de adoração, a mais de 1000 m de altitude.
A partir de então as pessoas vêem colar folhas de ouro em adoração.
Porém a cidade que eu mais apreciei nessa viagem foi Hpa-An( se diz Paaaa - Annn).




Golden Rock com "segurança" na porta para impedir as mulheres de se aproximarem


Colar folhas de ouro? so os homens têm direito!!!


Depois de dormir 3 noites na cidade seguinte, Mawlamyine (se diz Mul maien) e visitarmos templos, templos e mais  templos, pegamos um barco (que dividimos com outros 3 casais) para ir a Hpa-An.
Essa foi umas das viagens mais bonitas da minha vida.

Quatro horas nesse pequeno barco, sentados em uma cadeira plastica, num rio de cor de barro, beirando algumas comunidades instaladas na beira d’agua, casas de madeira  sob pilotis muito, mas muito simples.
Crianças brincando ou mulheres lavando roupas na beira do rio.
Homens pescando, ou transportando alimentos…
Cada vez que passávamos perto dessas comunidades todo mundo gritava « Helooo » ou « by-by» nos acenando com as mãos ou nos oferecendo um  lindo sorriso !!!



Na rota pra chegar à Hpa-An




Casas de palafita no caminho de Hpa-An


Muito emocionante de ver como essas pessoas vivem, de maneira tão simples, esquecidas do mundo moderno e conseguem ter um sorriso tao sincero, tão bonito…
Conseguimos um hotel simples mas com todo conforto (tv, geladeira, ar condicionado) por 55 dol, onde passamos 3 noites.
Durante o dia visitamos vários sítios  turísticos.

Na sua maioria grutas com budas (como sempre !!!) escultados nas paredes há vários séculos.

Comíamos nesses pequenos restaurantes locais, como sempre curry, curry e curry.
A natureza nos arredores dessa cidade é de uma beleza quase rara no mundo.



Grutas repletas de Budas


Um dos milhares de Budas gigantes existentes no pais




Mais Budas...



Hpa-An


Monsieur tambem tem direito!!!


Natureza em estado bruto...Hpa-An!



Passeio no arrozal - Hpa-An

Hpa-An



Depois retornamos a Yangon para mais dois dias de visitas antes de pegar o vôo para Singapura onde passamos dois dias.

Chegando de volta a Yangon, aproveitamos para visitar a grande Pagoda.
Era sabado, ela estava eferverscente !!!
Gente pra todo lado como sempre, uma alegria imensa, muitos incensos, muita oração.
Depois da pagoda eu aproveitei para fazer uma hora de massagem thailandesa num hotel chique de Yangon por apenas 25 dolares !!!
Um verdadeiro prazer…
Um jantar simples, uma boa noite de sono para chegar em forma em Singapura onde novas aventuras nos esperam !!!


SUPER DICAS RADIN-CHIQUE para YANGON :

Tomar um drink na beira da piscina do maravilhoso hotel Governors Residence !
O quarto mais barato custa 410 dólares, então só tomar um drink mesmo. 
Os preços são bem accessíveis (entre 4 e 10 dólares pra beber algo).
Em compensação o melhor lugar que encontramos para comer foi no chiquerrimo Chatrium Hotel, onde servem um buffet por 30 dolares com direito à dois drinques por pessoa mais cafe, capuccino ou cha no final.
Mas o que faz a diferença é que no buffet tem lagostas, camarões gigantescos, peixes, carnes, etc, etc e isso tudo A VONTADE !!!!
Fizemos um verdadeiro banquete nesse dia !!!
E uma ultima mas SUPER dica:
Tomar um drink no magnificao Kandawgyi Palace Hotel (preço do quarto: 250 dolares), um verdadeiro palacio asiatico com um lindo jardim, decoração maravilhosa!
Happy hour entre 18 e 20 horas - 50% de desconto nos drinks em geral (que custam em media entre 5 à 8 dol).

Kandawgyi Palace Hotel


Finalmente, tivemos que dizer adeus à esse pais tão lindo, com um pequeno aperto no coração, como quando a gente deixa pra tras um amigo querido e não sabemos quando vamos revê-lo...



Quem sabe um dia Deus escuta vossas orações e a Birmania se tornara um pais  verdadeiramente livre...





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Topico n° 11 VIAGEM PATAGONIA Novembro 2012


Viagem : Buenos Aires e Patagonia (Argentina e Chile)

Vôo comprado com Argentina Air Lines (Rio-Buenos Aires-Bariloche-Rio).
Uma parada na ida de dois dias em Buenos Aires.
Preço : 500 euros (aproximadamente 1300 reais).


Como ja fui a Buenos Aires outras vezes nao ha muita surpresa pra mim, mas tive um grande prazer em visistar mais uma vez a feira de San Telmo ( acontece somente nos domingos).
Faz lembrar um pouco a feira hyppie de Ipanema, com muito artesanato e todas aquelas bobagens que a gente compra e que nunca usa (pelo menos eu !) …
E sempre um prazer assistir espetaculos de rua de dançarinos de tango que animam essa feira e permitem a muita gente de sobreviver dessa maneira.
Tivemos a sorte de estar la num final de semana e assim pudemos tambem visitar a Casa Rosada, o escritorio oficial da Presidente Cristina.
Trata-se de uma visita guiada, entrada gratuita, logo uma grande oportunidade.

Fazia pelo menos dez anos que eu nao ia a Buenos Aires e achei que os preços aumentarem muito (nada diferente do Brasil).
Achei caro os preços de hoteis, restaurantes e roupas.
Por isso nao deixo aqui nenhuma dica de hotel, a cada um de escolher pela internet. Eu uso muito o site de booking.com.
O importante é ficar no Centro, o taxi nao é caro na Argentina e da pra se deslocar facilmente. Tambem tem um serviço de metrô bem eficiente.
Se comparar com o Brasil ate que nao ta tao caro assim (meu parametro sao os preços na França pois é la que eu vivo, que por incrivel que pareça atualmente sao mais baratos que no Brasil nos setores de restaurantes e hoteis).
Mas o « dulce de leche » continua delicioso e barato (um pote de 500 g sai por mais ou menos 5 dolares).


Dica RADIN CHIC :

Almoçar no chiquerrimo Palacio Alvear na Recoleta.
Esse hotel e restaurant tradicional da Recoleta (bairro mais chique de Buenos Aires, equivalente ao Leblon no Rio) abre as portas do seu restaurante pra qualquer pobre mortal como voce e eu.
Um buffet maravilhos (4 pratos quentes, saladas, queijos, pães franceses), uma taça de champagne e uma bebida nao alcoolica sao a disposiçao do cliente por apenas 40 euros aproximadamente .
Nao posso esquecer de dizer que no preço do buffet estao incluidas as sobremesas (impossivel provar tudo !) e um cafe com petit four (docinhos) no final.
Enfim da pra sentir prazer sem se arruinar !


O chiquerrimo Palacio Alvear na Recoleta: possibilidade de almoçar sem se arruinar!


E de outro lado as "riquissimas" empanadas argentinas! 


Depois de duas noites em Buenos Aires, e o meu « portunhol » atualisado pegamos nosso vôo pra Bariloche.
O aeroporto que usamos foi o Aeroparque, perto do centro de Buenos Aires, o taxi custa mais ou menos 10 euros (26 reais) e a viagem dura 15 min..
O aeroporto Internacional de Ezeiza esta a uma hora de taxi do Centro. Evitar-lo sempre que possivel.


Dica RADIN (não tão chique) em Bariloche :

Na vespera de embarcar para Bariloche, encontramos no site Booking.com um apartamento a 10 min do centro ( a pé) por apenas 30 euros ((menos de 80 reais) e arriscamos !
Alugamos uma noite pra ver se era legal e se tudo desse certo ficariamos uma ou duas noites mais.
Foi uma excelente surpresa !!!
Os hoteis em Bariloche são caros (nada mais barato que 70 euros !) e a esse preço voce vai encontrar algo bem simples !!!
Então ficamos bem contentes com nosso apartamentinho : Quarto, sala, cozinha americana, banheiro.

Um predio bem novinho, apartamento todo mobiliado com moveis modernos (sem luxo mas com tudo o que é necessario para um apto de ferias).

Dica: Evitar os apartamentos de frente mesmo se a vista para o lago é linda, mas podem ser barulhentos, pois tem o transito que passa. Nos pegamos o apartamento 1E. Super silencioso.
A cozinha do apartamento

A sala do apartamento


Nome : DEPARTAMENTOS BARILOCHE (booking.com)

Passeio em Bariloche:

Excursão de um dia nos “Sete Lagos”.
Comprar na vespera numa das centenas de agencias de viagens espalhadas pelo centro de Bariloche .
A van vem buscar o cliente no hotel (no apto no nosso caso).
E um passeio muito lindo com diversas paradas pra tirar fotos, almoçar, etc).
Preço: aproximadamente 40 euros (110 reais/pessoa)
Um pouco caro, visto que não oferecem nada para comer ou beber.
Uma outra opção : alugar um carro e fazer o passeio por seus proprios meios.
O preço da diaria do carro de aluguel é equivalente ao preço do pacote pra duas pessoas.
Como estavamos cansados prefirimos não ter que dirigir ou nos estressarmos com carro de aluguel.
Porem se voce viaja a tres ou mais vale muito mais a pena !

Na Rota dos 7 Lagos


Masss...como nosso objetivo final era a ilha de Chiloé no Chile, partimos depois de dormir duas noites em Bariloche .
Escolhemos a forma mais cara e mais longa porem a mais bonita de chegar à Chiloé, o cruzeiro dos lagos (Cruces de los Lagos).


Igualmente comprarna véspera na unica agencia que trabalha com esse tipo de passeio e que fica no centro tambem (qualquer agencia de viagem conhece o endereço).
Pegamos o barco que ia de Bariloche ate a cidade de Puerto Varas no Chile.
Como a viagem dura um dia inteiro tivemos que dormir uma noite em Puerto Varas antes de continuar no dia seguinte para Chiloé.

Em Puerto Varas dormimos num pequeno hotel que encontramos na ultima hora e jantamos num restaurante delicioso indicado pelo guia do passeio: EL GORDITO.

Como conhecemos dois casais de brasileiros muito simpaticos no passeio, combinamos de jantar juntos no El Gordito e foi bem legal, demos boas gargalhadas  com a promessa de nos encontramos pra um jantar no Rio na primeira oportunidade.


Jantar no El Gordito com os novos "amigos": uma boa lembrança dessa viagem


Essa viagem tem diversas trocas de transporte (barco, onibus, barco, onibus) mas como tem um guia que nos acompanha nao tem com o que se preocupar.
As paisagens da Patagonia são lindas, os lagos e as montanhas fazem lembrar a Suiça porem com montanhas completamente virgens (trata-se de um parque nacional), sem nenhuma construçao, o que na Suiça quase não existe mais !

Preço do passeio : 280 dolares (eles cobram mesmo em dolar !!!), mas vale à pena!!!
Detalhe: não oferecem nem agua para os clientes, ideal levar um lanchinho que deve ser consumido antes de passer na fronteira com o Chile (eles não deixam passar nenhum produto animal ou frutas).

Dica Radin:
Chegar em Chiloé pegando um onibus direto de Bariloche à Puerto Mont.
Depois de Puerto Mont pegar um onibus que vai diretamente à ilha de Chiloe atravessando o mar em um catamarã.
Sao seis horas ate Puerto Monte e mais 4 horas ate Castro (capital da ilha de Chiloé).
Casas de palafita: atração principal de Castro, capital de Chiloé


Preço da passagem do onibus de Bariloche a Puerot Mont: 20 euros .
Chegando em Castro ficamos um pouco decepcionados, a cidade é feia apesar das casas coloridas construidas sob pilotis (palafitas), o que é interessante.
Almoçamos num restaurante bem charmoso dirigido por um chileno de Santiago, que se chama El Mercadito, em frente ao mar.
Decidimos então seguir diretamente para CUCAO, uma outra cidade de Chiloé, conhecida sobretudo pelos chilenos como estação balnearia por seu parque nacional protegido e sua praia de 15 km geralmente deserta, sobretudo nessa epoca do ano ( novembro =primavera).

A viagem até Cucao durou uma hora e meia num micro onibus bem simples.
Foi uma linda viagem, as paisagens para chegar a Cucao são de perder o folego !!!
Muitos lagos e vegetação super verde (chove muito em Chiloé).

Chegando em Cucao reparamos algumas « hosterias » o que é equivalente as nossas pousadinhas (não tem muitas, duas ou três).
Tambem tem a opção de alugar cabanas, chalezinhos em madeiras geralmente bem rusticos.

Gostamos muito de uma enorme casa de madeira estilo chalé (que é o estilo local), muito charmosa e com uma vista linda sobre as montanhas.

Decidimos dormir nessa pousada e nao nos arrependemos..

Nome : El Fogon de Cucao
Preço : 40 euros com café da manhã (simples mas bom ).


Hospedagem El Fogon de Cucao


En Cucao existem alguns restaurantes bem simples, baratos mas a tradição é a mesma de todo o Chile : as famosas empanadas !

As empanadas são como o nosso pastel de forno recheado de carne, queijo ou mariscos (mariscos quando estamos na beira do mar, claro !).
Todo mundo vende empanadas no Chile e custa bem baratinho ( 1 dolar em geral, dependendo da cidade).

Em Cucao o programa principal são as caminhadas no parque nacional e na praia.
A praia é linda mas tava ainda muito frio e não dava pra tomar banho.
Para ir a Cucao desde Castro, varias empresas oferem onibus a cada 10 min.


Possibilidade de alugar bicicletas ou de fazer passeios a cavalo.

Depois de passarmos duas noites em Cucao pegamos o onibus direto pra Puerto Mont com a finalidade de chegar à Bariloche no mesmo dia (ou seja fizemos a formula rapida ja explicada mais acima).

Onibus de Cucao à Castro à 8h da manha : 1h e meia de viagem (3 dolares/pesssoa)
Castro – Puert Mont : 4 hs de viagem (10 dol /pessoa)
Puerto Mont- Bariloche : 6 hs de viagem ( 20 dol/pessoa)

Todas as passagens foram compradas diretamente na rodoviaria no momento de partir.

Chegada em Bariloche as 21h.
Preço do taxi da rodoviaria até nosso apartamento: 15 peso argentinos ( 3 dolares mais ou menos).
Alugamos mais uma vez o mesmo apartamento por 3 noites.

No dia seguinte fizemos uma excursão ao Cerro El Tronador.
Trata-se de uma excursão que dura um dia inteiro.
Pra nos foi a mais interessante.

Essa excursão percorre uma das zonas mais lindas do Parque Nacional Nahuel Huapi, a montanha (cerro) mais alta dessa area é exatamente o cerro El Tronador (3478 metros). Esse cerro fica na fronteira entre a Argentina e o Chile.
Nosso guia era o Diego, um cara que conhece tudo da região e que da muitas explicações interessantes durante todo o percurso.
Durane o percurso vemos lagos, montanhas, cascadas e com sorte alguns animais.

Mas o mais lindo desse passeio é o GLACIAL VENTISQUERO NEGRO que esta sobre essa montanha que ja foi um dia um vulcão.
Ele é formado por uma manto branco no pico do Tronador.
O ponto culminante desse passeio é o pé do Cerro El Tronador, onde podemos ver o degelamento do galcial que forma uma fissura e chega em baixo formando um lago, onde podemos ver os imensos blocos de gelo se derreterem pouco à pouco.
O que é mais impressionante é quando o gelo cai, fazendo um barulho estrondoso que parece um trovão.
Por isso o cerro se chama El Tronador, que em espanhol quer dizer "trovador, que vem de trovão.
Nos tivemos muita sorte, houve três avalanches enquanto observavamos o Tronador!!!
Segundo Diego nosso guia a velocidade do descongelamento aumenta a cada dia e talvez as gerações futuras não terão o privilégio de conhecer esse maravilha...

Preço da Excursão: Aproximadamente 35 euros + 50 pesos argentinos para entrar no parque nacional.
Eles dão duas opções de restaurantes no interior do parque mas felizmente nos levamos nosso "lanchinho" (empanadas) na mochila!!! 
Demos uma olhada no que as pessoas comiam no restaurante e não dava o menor apetite!!!
Possibilidade de fazer esse passeio com carro alugado, mas é uma pena pra quem dirige que não podera observar as paisagens lindas do caminho.

No ultimo dia visitamos o Museu da Patagonia. Não deixem de visita-lo, voce vai encontrar toda a historia  de Bariloche e de toda essa região linda do planeta. 
Preço da entrada: 15 pesos argentinos (3 dolares).




 Fico por aqui, até a proxima viagem (provavelmente no Natal ou seja logo, logo!!!)